terça-feira, 30 de dezembro de 2014

ECD: 10 Anos!!!!!

É com muito orgulho e satisfação que anunciamos a comemoração de 10 anos de fundação da ECD Sondagens Ambientais Ltda. em dezembro/2014!!!!!!
Uma história que começou quando o Geólogo Manoel Riyis Gomes Mauro Tanaka Riyis resolveram aproveitar o know-how que tinham com sondagens rotativas para mineração (6 anos como empresa própria e mais de 30 anos como profissional) para preencher uma lacuna existente no então embrionário mercado de investigação de áreas contaminadas: a falta de uma empresa especializada em serviços de sondagens para fins ambientais. 
Essa expertise em Geologia e Sondagens foi fundamental para o desenvolvimento de ferramentas adequadas para investigação, de procedimentos seguros e eficientes e para a formação e treinamento de uma equipe de colaboradores, que fizeram a ECD rapidamente ser aceita como empresa parceira das consultorias. No início de 2005, Marcos Tanaka Riyis se juntou à ECD para ser o Diretor Técnico, com a experiência nas questões ambientais e trazendo a formação em Engenharia Ambiental para complementar o conjunto necessário para uma adequada atuação no mercado de áreas contaminadas. Nesse momento, a ECD era uma empresa fundamentalmente de sondagens ambientais, e seus clientes eram as consultorias que trabalhavam no principal "filão" do mercado: os postos de combustíveis.
Desde os primeiros trabalhos, a ECD estabeleceu que efetuaria suas operações com o princípio do trabalho justo, dando ao trabalhador todo o suporte necessário para a realização das atividades. Dentro desse princípio, a ECD estabeleceu que não trabalharia com trado manual, que é rotacionado somente pela força humana, a não ser que fosse a única alternativa técnica (não econômica) viável. As equipes, no início, utilizavam somente o Trado Mecanizado para efetuar as sondagens para instalação de poços de monitoramento e martelete elétrico manual para a amostragem de solo com liner.
Em 2005, a ECD resolveu investir pesado em inovação, dando o tom do que seria a sua história nesses 10 anos e adquiriu sua primeira sonda hidráulica para efetuar sondagens com Trado Oco Helicoidal, ou Hollow Stem Auger. Naquele momento, contava-se nos dedos de uma mão as empresas (de sondagem ou consultorias) que possuíam esse tipo de equipamento, e essa sonda colocou a ECD em um patamar mais elevado dentro da sondagem ambiental.
Entre 2006 e 2011, a ECD solidificou a sua presença no mercado de áreas contaminadas, tornando-se conhecida pela eficiência e qualidade em seus serviços de sondagem. Nesse período, a ECD reformou completamente a sua 1a sonda (2010), construiu uma 2a sonda hidráulica de alta capacidade acoplada a um caminhão (2009), construiu uma 3a sonda, agora acoplada a um Trator agrícola para aumentar a mobilidade do equipamento (2011) e construiu uma 4a sonda, portátil, com uma torre separada de uma unidade hidráulica (2008), para a instalação mecanizada de poços rasos. Além dos serviços de sondagem, a ECD, nesse período, oferecia serviços de monitoramento de sistemas de remediação, ensaios hidrogeológicos e amostragem de água subterrânea pelo método da baixa vazão. O número de equipes de campo aumentou, e a ECD teve Geólogos, Engenheiros e Técnicos em seu quadro de colaboradores. Em paralelo, seus Diretores melhoraram sua qualificação, com a obtenção do título de Auditor Ambiental Internacional pelo Diretor Administrativo Mauro e de Pós Graduado em Gerenciamento de Áreas Contaminadas pelo Diretor Técnico Marcos.
No final de 2011, a ECD deu seu grande salto de qualidade que alçou a empresa ao patamar que se encontra agora, de reconhecimento de todo o mercado brasileiro e também no exterior de excelência nos serviços de investigação geoambiental de áreas contaminadas. Entre 2011 e 2014, a ECD deixou de ser uma empresa de sondagens (mão-de-obra, ou "braço") com muitas equipes, para ser uma empresa que auxilia seus clientes (consultorias) a planejar e executar uma coleta de dados de alta qualidade (planejamento ou "cabeça"), com equipes muito bem treinadas e capacitadas, necessárias para atender as demandas e exigências atuais, muito mais rigorosas que as de 2004.
Nesse período de 3 anos, a ECD se diferenciou da seguinte forma:
- Adquiriu em dez/2011 seu equipamento de ensaio de piezocone de resistividade (RCPTu), que lançou a ECD no segmento da investigação de alta resolução (HRSC);
- Adquiriu, em 2012, sua sonda AMS-Power Probe modelo 9100-ATV, para a realização de toda uma gama de serviços Direct Push com altíssima qualidade ;
- Concluiu, através de seu Diretor Técnico, o Mestrado em Engenharia Civil e Ambiental - Área de Geotecnia Ambiental, em 2012;
- Publicou diversos papers em Simpósios e Congressos no Brasil e no exterior, como: Battelle/2014 (Monterey/CA), CPT'14 (Las Vegas/NV), CIMAS (2011 e 2013), CBGE (2013), TC215-CPEG (Torino/Italy);
- Efetuou apresentações orais em Congressos e Simpósios nacionais e internacionais, dentre os quais se destacam: NGWA Summit/2013 (San Antonio/TX), Seminário Ekos (2012 e 2014), CBGE (2013), X Painel de Debates sobre Áreas Contaminadas (2013);
- Publicou um artigo em uma Revista Científica (RBGEA/2014);
- Foi convidada para ministrar palestras e treinamentos em diversos locais do Brasil;
- Através de seu Diretor Técnico, foi convidada para fazer parte do corpo docente do Centro Universitário SENAC, para os cursos de Remediação de Áreas Contaminadas e de Gerenciamento de Áreas Contaminadas;
- Foi convidada para fazer demonstrações em vários cursos e eventos ligados à Investigação de Áreas Contaminadas, como o curso de extensão da UNICAMP, o curso de pós em Gerenciamento de Áreas Contaminadas do SENAC e o curso de extensão da CETESB;
- Elaborou um protocolo próprio para investigação de alta resolução (HRSC);
- Elaborou um programa interno de treinamento sólido e extenso, pra formar investigadores ambientais;
- Contratou mão-de-obra qualificada (técnicos) para a realização dos trabalhos de campo, agora muito mais sofisticados e com necessidade de um rigor extremo na coleta de dados;
- Testou e desenvolveu novas ferramentas para a melhora da qualidade dos trabalhos;

Olhando para trás, nos últimos 10 anos, a ECD cresceu muito em qualidade, tecnologia, reconhecimento e respeito, e conseguiu isso graças ao permanente investimento em inovação, à dedicação de seus colaboradores e à visão de seus fundadores. Daqui a 10 anos, os mesmos pilares farão a ECD estar em um patamar ainda mais elevado dentro do mercado de áreas contaminadas no Brasil.

Finalizamos esse texto comemorativo agradecendo à confiança que o mercado teve na nossa empresa, e aos clientes, que são a razão da existência da ECD. 

Muito obrigado a todos

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

ECD Apresenta Trabalho no IX Seminário Internacional de Remediação

É com muito orgulho que a ECD realizou sua apresentação na 9a Edição do Seminário Internacional de Remediação de áreas Contaminadas, promovido pelo Instituto Ekos.
Pela 2a vez consecutiva (confira a participação no 8o Seminário aqui), a ECD tem o privilégio de ser escolhida para uma apresentação oral no maior evento brasileiro sobre áreas contaminadas, na companhia de renomados pesquisadores e profissionais do mundo todo.
A apresentação foi na sessão: "Investigation technologies: Geophisics and new tools", com o trabalho: "Seleção de Zonas Preferenciais de Fluxo para Teste de Bombeamento Usando Ferramentas de Investigação em Alta Resolução (HRSC)", que está disponível para download no site do evento.
Mais uma vez a ECD se diferencia das demais empresas do segmento, produzindo, divulgando e compartilhando conhecimento para melhorar o nível dos estudos ambientais no Brasil, sempre buscando a excelência.
Obrigado a todos que nos acompanham








sexta-feira, 29 de agosto de 2014

ECD Convidada para um Evento nos EUA

É com muito orgulho que a ECD Sondagens Ambientais informa que foi convidada a apresentar um de seus trabalhos no evento: 
2014 – Contaminated Site Management: Sustainable Remediation and Management of Soil, Sediment and Water (CSM – 2014), a ser realizado em novembro/2014, em San Diego, CA.
A ECD vai participar da sessão especial: High Resolution Site Characterization, com seu trabalho "High Resolution Site Characterization in Brazil Using the Resistivity Piezocone Test (RCPTu) for Hydrostratigraphic Profile", de autoria de Marcos Tanaka Riyis, Rafael Muraro Derrite, Heraldo Luiz Giacheti e Mauro Tanaka Riyis.
A ECD expandindo fronteiras


sábado, 16 de agosto de 2014

Você Tem um MIP? - 2a Parte

Em dezembro de 2013, publicamos um artigo na revista Pollution Engineering Brasil  e posteriormente uma postagem aqui no Blog falando sobre o Membrane Interface Probe, o famoso MIP.
Hoje, passados 8 meses daquele texto, e depois de muitas conversas que nós da ECD tivemos com diversos profissionais do nosso meio, percebemos que essa dúvida ainda persiste. Muita gente considera o MIP como o "Santo Graal" da Investigação de Áreas Contaminadas. Uma outra parcela, também muito significativa, ainda acredita que usar o MIP é sinônimo de Investigação de Alta Resolução (HRSC). Também há aqueles que são conscientes de algumas limitações, mas, para eles, a informação de posição vertical da maior concentração relativa é suficiente para a elaboração de um adequado modelo conceitual do site. 
Além do que já tratamos no nosso artigo anterior, a nossa presença na Conferência da Battelle em maio/2014 mostrou uma série de particularidades do MIP muito interessantes. É necessário dizer que o MIP é uma ferramenta muito útil, porém, desde que seja utilizada corretamente. 
Isso foi discutido em diversas apresentações, sendo as mais significativas as apresentações do Michael Rossi, e do Seth Pitkin, ambos da Stone Environmental, empresa que utiliza bastante essa ferramenta. Eles disseram basicamente o seguinte:
- O MIP é uma ferramenta qualitativa, não é semi-quantitativa, muito menos quantitativa. São diversas as referências, sendo a mais relevante essa: "Costanza, J., K.D. Pennell, J. Rossabi, B. Riha (2002), Effect of temperature and pressure on the MIP sample collection process, Remediation of Chlorinated and Recalcitrant Compounds - 2002, Paper 1F-08". Não é uma simples questão de semântica, mas isso coloca o MIP no mesmo patamar de um screening de concentrações feito com um PID de campo analisando as amostras no liner, com a vantagem de ser mais rápido, e a desvantagem de não fazer uma correlação do screening com o meio físico. 
- A mesma referência, aliada a essa, diz que variações de temperatura, pressão e a simples presença de SVOC fazem com que os resultados do MIP percam a confiabilidade, o que limita a ação adequada do MIP a locais com temperatura amena, sem muita coluna de água no perfil e sem a presença de compostos semi-voláteis
- Não diferencia a "forma" da concentração detectada: retida, residual, livre ou dissolvida. Normalmente o pico detectado pelo MIP (se a condição anterior tiver sido satisfeita) será onde há maior concentração retida ou residual no solo saturado, e não dissolvida, pois a maior parte da massa (podendo superar 90% quando há grande porcentagem de argila) está ligada ao solo, não à água. Se a ideia é dimensionar uma remediação baseada no pico do MIP, essa estará levando em conta a massa não-móvel. Pior que isso, se esse ponto for escolhido para ser uma zona-alvo de uma coleta de água, também não será representativa, pois não é uma zona de fluxo.
- A principal limitação: o tempo de resposta varia de um composto para outro. Por exemplo, se o tempo de resposta do PCE for de 2 minutos e o de TCE for de 1 minuto, quando o pico aparece, pode ser do TCE naquele ponto ou de PCE 1,20 m acima, o que inviabiliza o uso dessa ferramenta quando há diferentes compostos voláteis
- Para não dizer que foram apresentadas somente limitações, o MIP foi descrito pelos autores como uma excelente ferramenta para um screening inicial em tempo real, e seu uso é tão importante quanto menos se souber a respeito da área a ser investigada. Além disso, seu uso ótimo foi descrito como: altas concentrações de um único composto, sem a presença de NAPL ou SVOC. 

Os autores, bem como muitos outros, enfatizam que a HRSC é a melhor forma de investigação, e precisa ser realizada com foco em 3 questões fundamentais: determinar as heterogeneidades hidrogeológicas, ou seja, conhecer muito bem o meio físico em escala de detalhe; estimar a "massa que se move", através do cálculo de Mass Flux/Mass Discharge, pois essa é a que representa o maior risco; estimar a massa total (lembrando que a maior parte dessa está retida/adsorvida/residual, ligada ao solo) e potencial de Back Diffusion. O MIP, como vimos, não fornece essas informações, embora ajude a consegui-las mais rapidamente. Esses dados são obtidos com amostragens pontuais de solo e água nas camadas corretas, que são determinadas por ferramentas que têm esse objetivo. Uma dessas ferramentas, com eficácia comprovada nessa questão é o piezocone de resistividade (RCPTu).

A apresentação do Michael Rossi pode ser acessada aqui. É um trabalho obrigatório para todos que trabalham com investigação geoambiental de áreas contaminadas.
Em resumo: obviamente o MIP não é o Santo Graal, tampouco é sinônimo de HRSC. Esse artigo tenta esclarecer que o MIP também não é a melhor ferramenta para um screening vertical com o objetivo de definir estratégias de remediação, muito menos para definir o projeto de remediação. Para isso, uma simples amostragem de solo bem feita, na zona saturada, com análise em campo com um bom PID seria melhor e mais barato. O MIP é uma excelente ferramenta para iniciar uma investigação detalhada.
Sobre a pergunta-título, a resposta é:
Não. O que nós fazemos é uma completa investigação de alta resolução.

Apresentação da ECD na Unicamp/2014

Em 26/07/2014, a ECD realizou uma nova apresentação na Unicamp, como parte do curso de Extensão em Investigação Geoambiental, promovido por aquela Universidade.
A ida da ECD é, na verdade, um retorno, pois no ano passado fomos honrados com o mesmo convite feito por um dos docentes do curso, o Professor Paulo Negrão, e pela Coordenadora do curso, a professora Miriam Gonçalves Miguel. Novamente ficamos muito satisfeitos com o convite, primeiramente pelo reconhecimento do nosso trabalho, depois pela oportunidade de mais uma vez mostrarmos nossos equipamentos, ferramentas e abordagens e, principalmente, por poder proporcionar aos alunos novas experiências com o que existe de ponta no segmento "Áreas Contaminadas" dentro da investigação geoambiental.  
Nesse ano, levamos a sonda AMS Power Probe 9100-ATV, com a qual foram coletadas amostras de solo via Direct Push pelo método Dual Tube, que reveste o furo enquanto as amostras são coletadas no liner por dentro desse revestimento, impedindo o desmoronamento ou o "fechamento" das paredes do furo, e pelo método Piston Sampler, que, embora mais lento que o anterior, possibilita a coleta de amostras 100% representativas do ponto em que se deseja, pois o amostrador entra "fechado" e o liner só é liberado no ponto exato do início da amostragem.
Além da Power Probe, a ECD levou a sonda sobre Trator (ECD-TR-01), que realizou o ensaio de piezocone de resistividade (RCPTu), a uma profundidade maior que 12,0 metros, avançando bastante na zona saturada e permitindo que fossem coletados dados significativos nessa profundidade. O ensaio RCPTu, que já foi assunto várias vezes nesse Blog, permite a identificação, em campo, das zonas de fluxo e de armazenamento, das zonas-alvo de monitoramento e da condutividade hidráulica relativa. Se realizado concomitantemente com o ensaio de dissipação de poro pressão (PPDT), esse fornecerá a condutividade hidráulica exata naquele ponto (obrigatoriamente um ponto de baixa condutividade hidráulica).
Todas essas atividades foram demonstradas na prática para os alunos, o que enriqueceu o conteúdo apresentado pelo professor Negrão em suas aulas teóricas.





quarta-feira, 23 de julho de 2014

Tour da ECD pelos EUA

No último mês de maio/2014, a ECD participou de 2 eventos fundamentais para a sua atuação como empresa especializada em Investigação Geoambiental de Áreas Contaminadas:
A Conferência CPT'14, em Las Vegas, a mais importante do mundo no tema ensaios de piezocone (CPTu) e a famosa Conferência Battelle, em sua edição 2014, em Monterey, CA, a mais importante conferência mundial sobre Remediação de Áreas Contaminadas.
Em ambas a ECD teve trabalhos aprovados. O trabalho aprovado no CPT14 pode ser baixado e lido no site do evento. É o paper 3-45. Na Batelle, foram dois pôsteres sobre investigação de alta resolução realizados no Brasil pela ECD e parceiros.
O CPT'14 mostrou, basicamente, os avanços dos ensaios piezocone em suas diversas aplicações, desde a Geotecnia, objeto principal do ensaio, até a ambiental, que é a aplicação que a ECD dá ao piezocone, através de seu equipamento RCPTu (piezocone de resistividade). Dentre os estudos voltados às aplicações ambientais, podemos destacar o paper 2-25 do grupo alemão do Dr Thomas Vienken, que trata de metodologias para obter a condutividade hidráulica em alta resolução usando o piezocone e relacionando os resultados com o K pontual obtido por Slug Tests pontuais e pela dissipação da poro pressão (PPDT). Em resumo, uma abordagem muito parecida com a que usamos aqui na ECD. Além disso, encontramos muitos brasileiros, de empresas de Geotecnia e Universidades, em busca de atualização, conhecimento e contatos, e amigos do exterior, como o pessoal da Geosafe, da Noruega. Foi uma semana muito proveitosa em Las Vegas, sem que tenhamos jogado em nenhum cassino.
Se o CPT`14 foi muito bom, a Battelle, em Monterey, na semana seguinte, foi ainda melhor. Cerca de 3 mil participantes (e um número expressivo de brasileiros, mais de 40!!!!), muitas palestras, painéis, conferências, contatos e muitas, muitas conversas sobre Remediação e Investigação de Áreas Contaminadas. Na véspera do evento principal, a ECD participou de um mini-curso de 8 horas sobre Modelo Conceitual através de HRSC, que deu as diretrizes sobre o que iríamos observar durante toda a Conferência: as técnicas de remediação evoluem rapidamente, mas basicamente todas elas funcionam. O fator limitante é a elaboração do Modelo Conceitual e essa elaboração adequada só é possível com uma investigação adequada, e a melhor ferramenta, sem dúvida, é a Alta resolução. 
Em breve detalharemos mais os conceitos que vimos na Battelle, mas, além do conhecimento, para nós o evento foi muito importante para rever velhos amigos brasileiros, conhecer novos, mostrar para eles a nossa empresa e a nossa visão de Investigação. Em paralelo, tivemos a oportunidade de apresentar nossos papers para o público internacional que tem interesse no nosso país (multinacionais com unidades no Brasil passando por remediações, ou consultorias internacionais com filiais ou parceiros no Brasil), o que se mostrou extremamente importante.
Mais uma vez, a ECD mostra seu apreço pela qualidade, pela atualização, pelo conhecimento técnico avançado e pela inovação, mais uma vez se diferenciando das demais empresas de coleta de dados para investigação de áreas contaminadas no Brasil. Consideramos a nossa participação na Battelle/2014 como um marco na nossa empresa.
Abaixo, algumas fotos do nosso "Tour" pelos EUA


Entrada da Conferência CPT`14

Auditório antes da abertura do CPT`14

Marcos Tanaka Riyis, Diretor Técnico da ECD, apresentando o Poster no CPT`14

Mini-Curso em Monterey

Apostila do Mini-Curso, extremamente proveitoso

Abertura da Battelle/2014

Poster da ECD no 2o dia

Mauro Tanaka Riyis, Diretor da ECD, apresentando o Poster

Poster da ECD no 3o dia



sábado, 22 de fevereiro de 2014

ECD Recebe Premiação por Trabalho

É com muito orgulho que anunciamos que a ECD, através dos seus Diretores Marcos Tanaka Riyis e Mauro Tanaka Riyis e de seu Engenheiro Ambiental Rafael Muraro Derrite, em conjunto com o Professor Doutor Heraldo Luiz Giacheti, da FEB/UNESP, foram premiados pela ABGE pelo trabalho apresentado no IV Simpósio RESID, dentro do 14o CBGE.
Dentre os muitos trabalhos enviados sobre os temas Resíduos Sólidos e Áreas Contaminadas, o trabalho: "Investigação Geoambiental de Áreas Contaminadas com Elaboração de Modelo Conceitual em Campo Utilizando Ferramentas de Alta Resolução (HRSC)", recebeu o prêmio como melhor trabalho do referido Simpósio.
O trabalho completo está disponível no site do evento.
Esse é mais um resultado que prova que a ECD está no caminho certo, produzindo e compartilhando conhecimento científico para contribuir com a melhora das investigações geoambientais brasileiras.
Com isso, a ECD se fortalece, se diferencia da concorrência e solidifica sua posição como empresa referência na coleta de dados para investigação de áreas contaminadas.
Para 2014, muita coisa ainda vai acontecer nessa linha. Dentre o que já está confirmado, a ECD teve trabalhos aprovados em 2 dos maiores eventos ligados à sua atividade em 2014: A Conferência Battelle, em Monterey-CA e o CPT'14, em Las Vegas-NV.
Isso é só o começo.



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Você tem um MIP?

A primeira versão desse artigo foi publicado originalmente na Edição de dezembro da Revista Pollution Engineering Brasil, que pode ser vista aqui. O texto foi escrito motivado por essa pergunta, que sempre é feita quando alguém procura a ECD para conversar sobre Investigação Geoambiental de Alta Resolução (High Resolution Site Characterization - HRSC). Percebe-se claramente que há uma confusão na cabeça dos profissionais brasileiros que associam imediatamente HRSC com o uso do MIP, pura e simplesmente.
O Diretor Técnico da ECD, Marcos Tanaka Riyis é colunista da referida revista, e vale a pena ler os demais artigos aqui mesmo no blog.

A procura por ferramentas de investigação geoambiental de alta resolução (High Resolution Site Characterization tools – HRSC) têm crescido muito no Brasil do início de 2013 para cá. Boa parte desse aumento é decorrente da maior oferta desses serviços no nosso país, mas o fator mais importante é o maior reconhecimento da importância que a HRSC tem para os projetos de investigação e de remediação de áreas contaminadas. 
Esse reconhecimento fica patente quando se observa um importante evento do setor, o X Painel de Debates Sobre Áreas Contaminadas, promovido pelo SENAC-SP ser voltado exclusivamente para a investigação de alta resolução e quando o recém-aberto curso de Pós-Graduação em Remediação de Áreas Contaminadas, também do SENAC, tem na investigação um importante componente do curso. 
Porém, dentro da maior parte das discussões e conversas sobre o tema, é visível que existe uma confusão entre os profissionais do meio. Quase todos associam HRSC com o uso do Membrane Interface Probe (MIP). Pior ainda, muitos acham que HRSC é sinônimo de MIP. O objetivo desse artigo é tentar esclarecer as diferenças e falar um pouco mais sobre essa técnica que ganha importância a cada dia.
O MIP é uma excelente e muito útil ferramenta de HRSC, porém, é apenas uma das tecnologias existentes e disponíveis para a realização de uma boa investigação. O MIP, sozinho, não garante um melhor entendimento da área nem a elaboração de um adequado modelo conceitual, pois, como todas as ferramentas, sejam ou não de alta resolução, possui limitações.
Para entender melhor essa diferença, é preciso verificar o conceito de HRSC, de acordo com a USEPA: HRSC são tecnologias e estratégias que coletam dados em escala apropriada e em grande densidade para definir a distribuição da contaminação e o contexto do meio físico em que ela está inserida com nível reduzido de incertezas, subsidiando remediações mais rápidas e eficazes. 
Dentro desse conceito, as ferramentas de HRSC podem ser divididas em dois grandes grupos: 

1) as de screening de concentrações de compostos químicos de interesse e 
2) as de avaliação do meio físico. Como avaliação do meio físico, entende-se as heterogeneidades hidrogeológicas, as zonas preferenciais de fluxo e armazenamento e a condutividade hidráulica (K) relativa em escala de detalhe.

Dentre as principais ferramentas de screening de concentrações, podem ser citados: os métodos LIF (Laser-Induced Fluorescence) como o UVOST, que tem excelente capacidade de detectar fase livre de hidrocarbonetos; os laboratórios móveis (também chamados de “laboratórios de campo”) e o MIP, que tem a vantagem sobre o UVOST de conseguir detectar concentrações de solventes clorados. Tanto o MIP quanto o UVOST funcionam como um ensaio in situ, por meio da cravação do sensor no solo e obtenção dos dados em tempo real a cada 2-20 cm, dependendo do equipamento. O laboratório móvel é uma estrutura física que vai ao campo e faz análises rápidas (e muito precisas) de amostras pontuais de solo, água ou vapor coletadas na área, permitindo uma tomada de decisão na hora, ao invés de ter que aguardar o retorno dos resultados das análises químicas em um laboratório tradicional. Percebe-se, portanto, que o MIP é uma dentre as 3 principais ferramentas do grupo de screening de concentrações das ferramentas de alta resolução. Embora importante, não é a principal, tampouco a única.
Dentre as principais ferramentas de avaliação do meio físico, destacam-se:
- o Hydraulic Profiling Tool (HPT), que funciona injetando um fluido e medindo a vazão/pressão de injeção para relacionar esse valor com K;
- o sensor de condutividade elétrica (EC), que pode identificar camadas saturadas, argilosas, com intrusão salina, com metais dissolvidos, e outros;
- o Cone Penetration Test (CPT), ferramenta originária da geotecnia que determina com excelente precisão a estratigrafia e as diferenças entre argila e areia;
- o piezocone (CPTu), ferramenta que alia o CPT à determinação da poro pressão a cada 2 cm. Essa medida de poro pressão pode ser relacionada com K (é inversamente proporcional ao log (K));
- o Pore Pressure Dissipation Test (PPDT), ensaio que fornece, pontualmente, valor de K em uma região de baixa permeabilidade;
- o Direct Push Slug Test (DPST), ferramenta que crava no solo uma ponteira retrátil, que permite a entrada de água subterrânea em uma seção filtrante de 30 cm para se realizar um Slug Test (e obter o valor de K nessa camada de interesse) e pode ser usada para coletar amostras de água para análise no laboratório móvel;
- e o piezocone de resistividade (RCPTu), ferramenta que une, no mesmo sensor, o CPTu e o EC, e ainda permite a realização de PPDT, fornecendo informações diversas a cada 2 cm que possibilitam um entendimento muito bom do meio físico, com uma grande variedade de dados.

Embora as conversas atuais no Brasil sobre esse tema girem em torno da necessidade de se obter dados do perfil de concentração de compostos químicos, sem que o Consultor saiba se aquela concentração é retida, dissolvida ou em outra forma e sem que esse Consultor associe essa concentração às características do meio físico e elabore um adequado modelo conceitual, muitos autores e pesquisas apontam para outra direção.
Para esse grupo de pesquisadores, cujo maior expoente é Joe Quinnan, da Arcadis/USA, a elaboração do “perfil hidroestratigráfico” (perfil estratigráfico com K em alta resolução) é o componente mais sensível e importante da investigação, pois é o que apresenta maior variação. Kober et al (2009) afirma que a qualidade do modelo de previsão do transporte de contaminantes é fortemente dependente da caracterização tridimensional de K, e Einarson et al (1999) mostrou que as variações da geologia são mais importantes para o transporte que as características e concentrações do contaminante. Portanto, pode-se dizer que as ferramentas de screening de concentrações, embora muito úteis, não são as mais importantes para um adequando diagnóstico geoambiental do site. O principal fator limitante para um projeto de remediação é a heterogeneidade hidrogeológica, e sem conhecê-la, a informação em alta resolução de screening de concentrações não será suficiente para elaborar um adequado Modelo Conceitual. Ou seja, o MIP, sozinho, vai fornecer dados muito bons sobre a distribuição vertical do contaminante, porém, sem nenhuma informação acerca das características do meio que governam o transporte desses contaminantes. Nós já falamos sobre isso nessa postagem.

Portanto, a melhor abordagem para uma HRSC é utilizar uma ou uma combinação de ferramentas de caracterização do meio físico em alta resolução, e através dela, selecionar zonas-alvo para coleta pontual de amostras e análise em laboratório de campo. Com esse “kit”, é possível elaborar um Modelo Conceitual tridimensional adequado de fluxo, transporte e armazenamento de contaminantes. Nota-se que essa abordagem não utiliza o MIP, mas ainda assim é uma excelente investigação geoambiental de alta resolução e vai embasar um projeto de remediação mais rápido, barato e eficiente.

Como resposta à pergunta que dá título a esse artigo, podemos dizer que não temos o MIP, mas oferecemos às consultorias ferramentas adequadas para a melhor investigação geoambiental de alta resolução, com ênfase no meio físico, e com ferramentas adequadas para também obter informações relevantes sobre as concentrações, tanto no solo, quanto na água subterrânea.