quinta-feira, 28 de março de 2013

EPA Eleva o Status da Investigação de Alta Resolução


Como nós, da ECD, já dissemos em vários comentários, postagens, conversas, etc, como aqui
ou aqui , ou lá atrás em 2011 , a investigação é a fase mais importante do processo de gerenciamento de uma área contaminada.
A EPA sempre reconheceu isso, porém, agora ela sistematiza, chamando a investigação de alta resolução (High Resolution Site Characterization - HRSC) de "estado-da-ciência", pois enfatiza os detalhes das heterogeniedades, reduz as incertezas do modelo conceitual, é aplicável a qualquer site e é considerada "Best Manage Practice".
O site em que a EPA fala sobre a HRSC é obrigatório para quem trabalha no setor de áreas contaminadas.
Vale lembrar que a ECD é pioneira no Brasil nesse tipo de técnica.
Ano passado, na apresentação que fizemos no VIII Seminário Internacional de Remediação e Revitalização de Áreas Contaminadas, tratamos desse assunto, e continuamos a defender essa bandeira sempre que temos a oportunidade, afinal, mesmo a Remediação sendo a "menina dos olhos" no mercado brasileiro, hoje existe o consenso de que a coleta de dados, ou seja a investigação, é a etapa que vai determinar o sucesso da Remediação.
Indo mais a fundo, a boa investigação significa um trabalho que consiga determinar adequadamente as heterogeneidades do meio. Se as heterogeneidades ocorrem em escala de centímetros, certamente a investigação deve ter, no mínimo, essa resolução.

terça-feira, 26 de março de 2013

Sugestões da ECD para modificações na SMA-90

Segue abaixo texto elaborado pela ECD como sugestão de melhora na aplicação da Resolução SMA-90, sem perder de vista a luta pela qualidade nos trabalhos de gerenciamento de áreas contaminadas, em especial a etapa de coleta de dados geoambientais.
O texto refere-se à colaboração solicitada pela FIESP aos presentes na reunião promovida por essa entidade no dia 26/02/2013. A ECD contribuiu com um texto que trata do caso particular das amostragens de solo subsuperficial.
Após todas as contribuições, a FIESP encaminhou uma proposta única de todo o setor para a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo e em breve deverá divulgar, tanto a proposta consolidada, quanto a resposta da Secretaria.

Abaixo, o texto elaborado pela ECD

O Gerenciamento de Áreas Contaminadas, nas suas etapas de Investigação Confirmatória e Investigação Detalhada, obrigam o Responsável Técnico a efetuar uma amostragem de solo adequada ao modelo conceitual da área. Nas etapas de Avaliação de Risco e Plano de Reabilitação, essa amostragem de solo nem sempre é obrigatória, mas, muitas vezes, é necessária para um adequado diagnóstico da área.
Na maior parte das vezes, a amostragem de solo tem de ser feita em subsuperfície, ou seja, a profundidades maiores que 1,0 m. Uma das normas utilizadas é a NBR 15.492:2007 – Sondagem de reconhecimento para fins de qualidade ambiental – Procedimento. A amostragem de solo subsuperficial também faz parte dos procedimentos da CETESB, como o “Procedimento para Identificação de Passivos Ambientais em Estabelecimentos com Sistema de Armazenamento Subterrâneo de Combustíveis (SASC)”.
Neles, percebe-se alguns pontos que dificultam a aplicação imediata da SMA-90, como:

- A amostragem de solo deve estar relacionada com o modelo conceitual, ou seja, é totalmente dependente das condições do meio físico (tipo de solo, granulometria, coesão, saturação, nível d’agua, entre outros). Existem inúmeros métodos de amostragem de solo, e para cada situação do meio físico, há uma hierarquia de ferramentas e/ou procedimentos para se obter uma amostra representativa. Essas não tem relação com a metodologia de análise ou mesmo com o composto químico de interesse, mas sim, com a hidrogeologia da área. Desta forma, um laboratório, mesmo acreditado, não possui a competência técnica nem tampouco as ferramentas e tecnologias necessárias para executar uma adequada amostragem de solo subsuperficial. O plano de amostragem deve ser elaborado por quem está elaborando o modelo conceitual (Responsável Técnico) e a execução deve ser realizada por uma empresa especializada nesse tipo de amostragem.
- A amostragem para compostos voláteis deve ser realizada por meio da cravação de tubos tipo “liner”, de acordo com os procedimentos da CETESB citados. A execução dessa cravação em profundidades maiores exige um equipamento, ferramental, tecnologia, procedimentos e treinamentos específicos. Muitas vezes são necessários equipamentos mecanizados de grande porte, que somente empresas especializadas nesse setor possuem. Os laboratórios não têm nada disso, nem é de interesse deles executar esse serviço muito específico, pois foge totalmente do seu escopo.

   



Figura 1: Amostragem de solo pelo método “Direct Push” mecanizado. Exemplo de máquina (acima) e amostrador tubular liner (abaixo)

Desta forma, se existem dúvidas sobre a capacidade dos laboratórios atualmente acreditados para atender a grande demanda de amostragem de água subterrânea, essa dúvida não existe sobre a capacidade de atender a demanda de amostragem de solo subsuperficial: os laboratórios atualmente acreditados não tem condição nenhuma de realizar esse serviço, nem agora, nem em um horizonte curto de tempo.
Ainda existe uma outra consideração a ser feita: a acreditação pela ISO 17025 não leva em conta a especificidade da amostragem de solo subsuperficial. Para que essa amostragem tenha a qualidade necessária, propomos que seja elaborada uma acreditação específica para essa atividade, com normas a serem definidas.

Figura 2: Equipamento portátil de amostragem de solo pelo método “Direct Push” mecanizado.

segunda-feira, 25 de março de 2013

ECD realiza ensaios RCPTu para dimensionar remediação


No mês de março/2013, a ECD foi contratada por uma Consultoria para coletar dados geoambientais em uma área contaminada por diesel no bairro da Vila Guilherme, em São Paulo-SP.
Após uma conversa muito proveitosa com a Consultoria parceira, o corpo técnico da ECD, aproveitando sua experiência e pesquisas sobre Investigação Geoambiental de Alta Resolução sugeriu que, antes da instalação dos poços de bombeamento solicitada inicialmente, fossem feitos alguns ensaios de piezocone de resistividade (RCPTu) para uma adequada elaboração do Modelo Conceitual do Site e, com isso, os referidos poços pudessem ser adequadamente locados e dimensionados.
A Consultoria prontamente aceitou, pois foi contratada pelo "Responsável Legal" para corrigir uma remediação projetada e executada por uma outra consultoria, que havia falhado. Para resolver o problema, era necessária uma adequada investigação geoambiental, e o ensaio RCPTu foi a ferramenta escolhida. Como o responsável pela Consultoria conhecia a ferramenta, a conversa ficou mais fácil e o potencial do piezocone de resistividade pôde ser adequadamente explorado.
Na data combinada, a ECD foi ao local e realizou 5 ensaios em 1 dia e obteve resultados muito interessantes para a consultoria e seu cliente, como, por exemplo:
- Detectou lentes de material mais condutivo (zonas preferenciais de fluxo) em um perfil predominantemente argiloso
- Detectou uma região de argila mais orgânica, com alta condutividade elétrica e excesso considerável de poro pressão, indicando ser essa a região preferencial de armazenamento, coerente com amostras de solo coletadas, que indicaram a presença importante de fase retida
- Detectou uma zona importante de fluxo abaixo de uma camada de argila, onde a condutividade hidráulica se mostra a maior de todo o perfil
- Detectou, em um ponto, uma anomalia de cerca de 1,20 m, com altíssima condutividade elétrica, e resistência de ponta e atrito lateral quase nulos. Essa anomalia, possivelmente indica um bolsão abaixo de um aterro de resíduos sólidos urbanos existente na área
- Determinou, com a precisão de centímetros e no campo, a posição ideal das seções filtrantes dos poços de bombeamento a serem instalados
- Realizou tudo isso em um único dia de trabalho, ou seja, a um custo baixo para a densidade de dados coletada
- Proporcionou uma expressiva economia na remediação a ser dimensionada
- Principalmente, forneceu subsídios para uma adequada tomada de decisão e para a elaboração de um Modelo Conceitual coerente e com poucas incertezas

Com isso, a ECD consegue seguir sua trajetória cumprindo seus compromissos assumidos no início de 2013: auxiliar na melhora da qualidade das investigações geoambientais de áreas contaminadas no Brasil para que as Remediações tenham cada vez mais resultados positivos.






quinta-feira, 14 de março de 2013

Associações

Nesse ano de 2013, a ECD, através de seu Diretor Técnico Marcos Tanaka Riyis, deu mais um passo no sentido de atingir os graus de excelência desejados: Efetuou a sua filiação nas 3 maiores e mais representativas associações do setor de investigação geoambiental de áreas contaminadas: a Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE) e a National Ground Water Association (NGWA).
Cada uma delas tem suas próprias características e a união das três vai, certamente, contribuir para um ganho ainda maior na qualidade dos trabalhos da ECD.
Para exemplificar, a associação na NGWA permite à ECD acessar inúmeros artigos das revistas Groundwater e Groundwater Monitoring & Remediation, duas das mais representativas publicações científicas do nosso setor.
As duas entidades nacionais que a ECD se associou em 2013, irão organizar importantes Congressos esse ano, e a ECD estará presente nos dois, com trabalhos científicos inscritos.
A ECD continua na sua busca por conhecimento e atualização, para oferecer as melhores tecnologias e as melhores soluções para uma coleta de dados verdadeiramente representativa para as investigações geoambientais brasileiras.