segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ECD Aumentando Sua Frota de Veículos

Essa semana que passou foi particularmente feliz para a ECD. A empresa acaba de adquirir 2 novos veículos: Kia Bongo 2500 - ambos 0 Km.
Continuando o que postamos aqui e aqui, o crescimento da empresa nesse ano está realmente muito bom, o que permitiu essas novas aquisições, além de novos equipamentos e ferramentas que em breve serão anunciados nesse espaço também.
Em consonância com o crescimento do país, a ECD continua fazendo a sua parte para aumentar a qualidade nos trabalhos de investigação ambiental no Brasil, agora com veículos novos.



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Qualidade na Investigação x Sucesso na Remediação - Parte 2

Dando sequência ao que dissemos sobre a qualidade da investigação influenciando diretamente no resultado ou no sucesso da remediação (incluindo seu custo), vejam uma nova resposta colocada no Fórum já citado:
Agora é um profissional com muita experiência de campo, operando equipamentos de sondagem e de "Direct Image", como MIP, HPT, LIF, etc. Palavras dele:

"I've only been in the groundwater industry for little over 5 years but have had the unique opportunity of working as a Geoprobe operator, direct-sensing operator (MIP, FFD, HPT, and EC), and GIS analyst on over 100 sites for dozens of consultants ranging in size from one-man shows to international firms. Time and again we mobe to sites that have some sort of remedial design implemented only to find that the previous work completely missed the mark - often costing the client millions - due to inadequate characterization.

I've been to many sites that rely on a few dozen monitor wells with 10-ft screen intervals to guide remedial design. Often times these wells cross both silt and sand units with the silt containing more contaminant mass which is diluted in the sample by the higher yielding sands. Push the MIP right next to the well to find higher concentrations in the silt and discover that your well is useless -- we come across this all the time! (Grifo meu)

Unfortunately, many competent consultants are pushed to remediation by a client who wants to see those concentrations drop. Meanwhile, a few more days of characterization at a fraction of the cost of remediation - especially when the remedial design is faulty - could produce much more satisfactory results."


Um profissional com essa experiência relatou algo que muitos de nós, intuitivamente, sabemos: poços de 3 m de filtro, com seção filtrante plena, não servem para monitorar fase dissolvida. Com esse instrumento, não é possível saber onde está a fonte e/ou por onde a contaminação caminha. O poço deve ser adequadamente construído e NO LUGAR CERTO. Como saber qual é esse lugar? AS ferramentas estão aí: da Geotecnia, temos: DPSH, CPT, CPTu, RCPT, SPT-T. Dos artigos da EPA temos MIP, HPT, EC, LIFs, entre outros. Do bom senso temos: poços multiníveis, amostrages rápidas via Direct Push, sondagerns exploratórias, e por aí vai...


Um segundo ponto ressaltado por ele é o seguinte: "...And I must second Robert's point about sending inexperienced staff into the field while their boss attempts to run the project from his/her desk. I can't tell you how many hold-ups we've had while the staffer spends countless hours on the phone to the boss trying to relay info and come up with the next move -- it can be absolutely agonizing!"


Essa é a prática corrente no Brasil, hoje: em geral, quem vai para o campo é um profissional com menos qualificação e menos experiência. Quando o profissional "sobe", ele deixa o campo e é "promovido" para o escritório. Segundo o autor, isso contibui muito para uma investigação de má qualidade, que, todos concordam, gera uma remediação com grande chance de dar errado e/ou custar mais.


Precisamos caminhar para uma maior qualidade nos estudos ambientais, pois o mercado está em crescimento, como pode ser visto nessa matéria muito interessante:




Marcos Tanaka Riyis
ECD Sondagens Ambientais Ltda
www.ecdambiental.com.br

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sondagem Ambiental x Sondagem Mecanizada

Nós da ECD temos orgulho de dizer que não utilizamos Trado Manual nos nossos trabalhos, como pode ser visto no nosso site
Por muitas vezes nos deparamos com dificuldades comerciais justamente por conta disso, já que a maior demanda nos estudos ambientais é por essa modalidade de serviços de sondagem, provavelmente devido ao custo que seria menor. Já fizemos planilhas e mostramos para muitos clientes que muitas vezes esse custo menor é aparente, mas o "grande mercado" ainda é fã do Trado Manual, da mesma forma que, quando pensa em amostragem de água é o "esgota-e-coleta-com-bailer" que predomina.
Como a ECD está em constante atualização, andamos pesquisando sobre o mercado e as tecnologias de sondagens para construção civil: SPT, SPT-T, CPT, CPTU, DPL, DPSH, entre outros. O CPTu inclusive, já foi tema de posts aqui. Assim, nessa pesquisa, nos deparamos com 2 artigos muito interessantes, que fala justamente sobre a tendência no mercado das sondagens para construção, e essa tendência vai na linha que sempre pregamos aqui: a mecanização, a inovação e a preocupação com a qualidade.
O primeiro artigo está nesse link  que trata dos novos métodos de sondagem SPT, com menos esforço físico dos trabalhadores.
O segundo está nesse link , e fala sobre a produtividade, que é muito maior, o que acaba diminuindo o custo final da obra.


Pelo que temos observado, essa será uma tendência cada vez mais forte no Brasil. Nós da ECD, estamos preparados pra isso.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Qualidade na Investigação x Sucesso na Remediação

Temos continuamente discutido nesse espaço que a qualidade dos estudos ambientais está intimamente ligada à qualidade da investigação.
O que tem sido feito no Brasil está muito aquém do que seria realmente necessário ao se investigar uma área. Em breve escreveremos mais a respeito.

Gostaria, aqui, de colocar uma discussão muito interessante no Fórum Linkedin (para quem não sabe, uma rede social "profissional") onde a pergunta é: Onde as remediações falham? Como é um Fórum internacional, a maioria das respostas vem dos EUA.
Para quem está no linkedin, o link dessa discussão é: aqui
Para quem não está ou não participa desse grupo, essa é a resposta que julgo muito interessante para nós.É a palavra de um Consultor Senior da AEI Consutants, uma grande consultoria dos EUA, com 40 anos de experiência.
Ele diz, em sua resposta:
" Thoughts from a crusty old FIELD geologist.
Failure to have experienced knowledgeable personnel involved will kill any project. Reversal of flow direction is common in all sorts of environments … flood reversal adjacent to streams, tidally influenced areas (one site almost always had gradient away from bay due to the early morning timing of monitoring ), annual reversal due to de-watering along sunken freeways in wet season, and at construction sites. All these should be part of the knowledge base of any graduate going into the field; since it isn’t it should be part of initial training.
40 plus years of experience have taught me that most people who draw up conceptual site models before investigations, as do people who develop drilling prospects, tend to hold on to their belief in the correctness of their models long after the facts show otherwise. Give me someone who has a fluid model developed as data is collected. Better yet give me a person who though experience understands that a model is probably only good until the next data point or better yet who has a track record of 3 point conceptual models holding up after collection a dozen more data points. (Grifo meu)
Feasibility studies are great; they re-invent the wheel on a regular basis. They are no replacement for good experienced hand. They are great on big projects when someone with deep pocket is involved.
The biggest problem with remediation is having people who have ridden a swivel chair so long that they have forgotten the realities of the subsurface do the designing of projects and sending out kids who don’t have enough training or experience to recognize when the plan needs to be modified or scrapped. You need an experienced geologist /engineer whose boots are still muddy involved top to bottom.
Following that, using the latest trend new product when simpler cheaper products work just as well of better tops my list. "





Fico pensando: se ele sofre desse problema lá nos EUA, imagine aqui no Brasil. Ou seja, as remediações tendem a fracassar quase sempre, pois dificilmente vemos uma investigação que contemple uma quantidade e qualidade de dados adequada para se construir um modelo conceitual mais próximo da realidade.


Mas, e as remediações que obtiveram sucesso sem investigação adequada? Não tenho elementos para afirmar com certeza, mas poderíamos enumerar 3 motivos: 
- Avaliação mal feita: Pode ser que o site não tenha sido remediado, mas sim, a amostragem está tão falha que aponta erradamente para isso
- O site era simples e a "receita de bolo" ou decisão tomada com base em maus dados deu certo
- Sorte


Como pode-se perceber, esse problema não é exclusivo do Brasil, mas aqui, a pressão pelos custos e a cultura do "fazer de qualquer jeito" acaba imperando e dificultando as avaliações do órgão ambiental e causando danos à sociedade. O jeitão (3 poços à montante com 3 m de filtro não-afogado + Trado Manual + Esgota e coleta com Bailer) está com os dias contados, se formos levar a sério os trabalhos