segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Qualidade na Investigação x Sucesso na Remediação - Parte 2

Dando sequência ao que dissemos sobre a qualidade da investigação influenciando diretamente no resultado ou no sucesso da remediação (incluindo seu custo), vejam uma nova resposta colocada no Fórum já citado:
Agora é um profissional com muita experiência de campo, operando equipamentos de sondagem e de "Direct Image", como MIP, HPT, LIF, etc. Palavras dele:

"I've only been in the groundwater industry for little over 5 years but have had the unique opportunity of working as a Geoprobe operator, direct-sensing operator (MIP, FFD, HPT, and EC), and GIS analyst on over 100 sites for dozens of consultants ranging in size from one-man shows to international firms. Time and again we mobe to sites that have some sort of remedial design implemented only to find that the previous work completely missed the mark - often costing the client millions - due to inadequate characterization.

I've been to many sites that rely on a few dozen monitor wells with 10-ft screen intervals to guide remedial design. Often times these wells cross both silt and sand units with the silt containing more contaminant mass which is diluted in the sample by the higher yielding sands. Push the MIP right next to the well to find higher concentrations in the silt and discover that your well is useless -- we come across this all the time! (Grifo meu)

Unfortunately, many competent consultants are pushed to remediation by a client who wants to see those concentrations drop. Meanwhile, a few more days of characterization at a fraction of the cost of remediation - especially when the remedial design is faulty - could produce much more satisfactory results."


Um profissional com essa experiência relatou algo que muitos de nós, intuitivamente, sabemos: poços de 3 m de filtro, com seção filtrante plena, não servem para monitorar fase dissolvida. Com esse instrumento, não é possível saber onde está a fonte e/ou por onde a contaminação caminha. O poço deve ser adequadamente construído e NO LUGAR CERTO. Como saber qual é esse lugar? AS ferramentas estão aí: da Geotecnia, temos: DPSH, CPT, CPTu, RCPT, SPT-T. Dos artigos da EPA temos MIP, HPT, EC, LIFs, entre outros. Do bom senso temos: poços multiníveis, amostrages rápidas via Direct Push, sondagerns exploratórias, e por aí vai...


Um segundo ponto ressaltado por ele é o seguinte: "...And I must second Robert's point about sending inexperienced staff into the field while their boss attempts to run the project from his/her desk. I can't tell you how many hold-ups we've had while the staffer spends countless hours on the phone to the boss trying to relay info and come up with the next move -- it can be absolutely agonizing!"


Essa é a prática corrente no Brasil, hoje: em geral, quem vai para o campo é um profissional com menos qualificação e menos experiência. Quando o profissional "sobe", ele deixa o campo e é "promovido" para o escritório. Segundo o autor, isso contibui muito para uma investigação de má qualidade, que, todos concordam, gera uma remediação com grande chance de dar errado e/ou custar mais.


Precisamos caminhar para uma maior qualidade nos estudos ambientais, pois o mercado está em crescimento, como pode ser visto nessa matéria muito interessante:




Marcos Tanaka Riyis
ECD Sondagens Ambientais Ltda
www.ecdambiental.com.br

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